Será se o que eu sinto é depressão?
- Vanuza Brena Silva
- 28 de mar. de 2025
- 2 min de leitura

No mundo dos autodiagnósticos, feitos muitas vezes com vídeos de 30 segundos no melhor estilo "abaixe um dedo se...", pode ser um pouco confuso distinguir uma emoção comum do ser humano de um transtorno de humor real.
Já recebi diversos pacientes no consultório com afirmações categóricas de que possuíam um transtorno, mas que, quando realmente analisados, percebia-se que na verdade aquelas sentimentos e comportamentos possuíam outras fontes que não eram um transtorno mental.
Mas, e aí? Como saber se tenho ou não que me preocupar com algum sintoma? A avaliação psicológica para a identificação de um transtorno é algo que vai muito além de um simples checklist de sintomas, e envolve outros fatores como:
Momento de vida pelo qual a(o) paciente está passando;
Se faz uso de alguma substância psicoativa;
Tempo que o sintoma está presente no dia a dia;
Se tem causado algum prejuízo na vida do paciente;
Se tem provocado mudanças drásticas no modo de ser da pessoa.
A depressão é um conjunto de sintomas distintos e que, por vezes, podem ser muito contrastantes, mas existem dois sintomas presentes em qualquer quadro depressivo: tristeza profunda e insistente e incapacidade de sentir prazer. Esses são os sintomas que, quando permanecem por mais de duas semanas, já são tidos como sinais de alerta e de que é válido buscar uma avaliação profissional.
Caso você se identifique com esses dois sintomas citados, e, juntos a eles, alguma alteração de humor, de apetite, de sono e de comportamentos, considere uma avaliação profissional. Se dê uma chance de se sentir bem.
Vanuza Brena da Silva Sousa
Psicóloga - CRP 11/13171
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