Sobre a "habilidade" de sempre imaginar o pior e como isso afeta sua forma de sentir...
- Vanuza Brena Silva
- 22 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Vamos começar esse post com uma pequena anedota:
"Clara decidiu fazer um bolo para seu primeiro encontro. Quando abriu o forno, percebeu que o centro estava um pouco mais baixo que o resto. "Meu Deus, está um desastre!", pensou. "Ele vai achar que eu não sei cozinhar… Vai cancelar o date… Vou morrer sozinha… Daqui a 30 anos, serei aquela senhora com 50 gatos que fala sozinha em casa… Os gatos vão me abandonar… Vou virar manchete: ‘Mulher é encontrada mumificada com receita de bolo fracassado na mão’!"

Enquanto ela respirava ofegante, seu date chegou, viu o bolo com um formato diferente, sorriu e disse:
"Nossa, que criativo! Parece um bolo ‘estilo vulcão’. Posso experimentar?"
Você percebeu como a nossa personagem Clara saiu de um "meu bolo ficou torto" para um "vou morrer sozinha criando gatos?" em segundos? Algumas vezes podemos ter a tendencia a pensar desta maneira, transformando uma ondinha em uma grande tsunami e, desta forma, sempre criando os piores cenários possíveis e imagináveis para situações que observadas por um outro ponto de vista, não são tão ruins assim.
Na Terapia Cognitiva Comportamental chamamos essa forma de ver as coisas de Catastrofização, forma de pensar muito comum em pessoas ansiosas e que, em geral, causam muita angústia, dor e sofrimento. As vezes essa forma de interpretar as coisas pode ser automática e vir como uma onda de pensamentos que não conseguimos parar... mas nesses momentos é importante parar um pouco e se perguntar, será que é isso tudo mesmo que vai acontecer? Em alguns momentos, é importantes duvidarmos de nossos pensamentos e questioná-los e com isso abrir espaço para novas interpretações sobre os eventos que acontecem na vida. :)


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